terça-feira, 6 de abril de 2010

Fluxo Escuro é rastreado nas profundezas do Universo

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/04/2010

Fluxo Escuro é rastreado nas profundezas do Universo
Os pontos coloridos são aglomerados de galáxias, com as cores mais avermelhadas indicando distâncias maiores. As elipses coloridas mostram a direção do movimento geral dos aglomerados da cor correspondente.[Imagem: NASA/Goddard/A. Kashlinsky, et al.]

Se você ainda não se acostumou com conceitos como matéria escura e energia escura, prepare-se para assimilar mais um termo na lista dos inexplicáveis mistérios do universo: Fluxo Escuro.

O que é Fluxo Escuro

A ideia ainda é controversa, mas tente imaginá-la da seguinte forma: depois do Big Bang, o Universo está se expandindo continuamente - e há evidências de que esta expansão esteja se acelerando.

Contando o tempo desde a ocorrência do Big Bang, é fácil imaginar que há uma espécie de "fronteira" no nosso Universo, que é até onde os efeitos do Big Bang atuaram.

Os cientistas calculam que esta fronteira esteja a aproximadamente 45 bilhões de anos-luz de distância - o tempo decorrido desde o Big Bang mais a aceleração da expansão do Universo.

Agora imagine que haja uma espécie de "buraco" nessa fronteira, por onde uma parte do nosso Universo pode estar literalmente "vazando" para outro universo. O Fluxo Escuro é a parte da matéria - e eventualmente da energia - do nosso Universo que estaria vazando por este ralo cósmico.

É por isto que os proponentes da ideia acreditam que o Fluxo Escuro pode ser a prova da existência de outro universo.

Ralo cósmico

O ralo cósmico para onde o Fluxo Escuro está fluindo fica em um ponto do céu entre as constelações de Sagitário e Hidra. Lá, os aglomerados de galáxias estão se movendo a velocidades extremamente altas em comparação com aglomerados de galáxias localizados em outras parte do céu - algo que, acrescente-se, é totalmente incompatível com todas as teorias cosmológicas atuais.

Agora, Alexander Kashlinsky, um astrofísico da NASA, que foi quem primeiro observou o Fluxo Escuro, acaba de medi-lo a uma distância duas vezes maior do que havia sido possível até agora. E não vê motivos para descartar suas teorias.

"Isto não é algo que tenhamos nos proposto a encontrar, mas não conseguimos descartá-lo," disse Kashlinsky. "Agora, vemos que ele persiste a distâncias muito maiores - tão longe quanto 2,5 bilhões de anos-luz de distância."

Horizonte do Universo

O Fluxo Escuro é controverso porque a distribuição de matéria no Universo observável não consegue explicá-lo. Sua existência sugere que alguma estrutura além do Universo visível - fora do nosso "horizonte cósmico" - está puxando essa matéria.

Os aglomerados de galáxias parecem estar se movendo ao longo de uma linha que se estende do Sistema Solar em direção a Sagitário/Hidra, mas ainda não há precisão suficiente na medição dessa direção.

Os dados atuais indicam que os aglomerados estão se dirigindo na direção desse ponto, afastando-se da Terra, mas a equipe ainda não pode excluir a possibilidade de que o movimento tenha a direção oposta.

"Nós detectamos o movimento ao longo deste eixo, mas hoje os nossos dados não podem afirmar tão fortemente como gostaríamos se os agrupamentos estão indo ou vindo", disse Kashlinsky.

Desvendando o Fluxo Escuro

Kashlinsky e seus colegas estão agora trabalhando para expandir seu catálogo de aglomerados de galáxias a fim de mensurar o Fluxo Escuro a uma distância duas vezes maior do que a atual.

O trabalho é longo e extenuante porque pode levar anos apenas para localizar os aglomerados galácticos na região onde as medições devem ser feitas. Uma vez localizados, uma hora de telescópio é suficiente para medir a distância de cada aglomerado, mas observações subsequentes são necessárias para detectar seu movimento e sua velocidade.

O aprimoramento da modelagem do comportamento dos gases quentes no interior dos aglomerados de galáxias irá ajudar a refinar a velocidade, o eixo e a direção do movimento do Fluxo Escuro.

Mais para o futuro, os planos incluem testar os resultados em relação aos dados mais recentes captados pela sonda WMAP e pelo telescópio espacial Planck, que também está mapeando a radiação cósmica de fundo.

Bibliografia:

A new measurement of the bulk flow of x-ray luminous clusters of galaxies
A. Kashlinsky, F. Atrio-Barandela, H. Ebeling, A. Edge, D. Kocevski
The Astrophysical Journal Letters
March 2010
Vol.: 691, Number 2
DOI: 10.1088/2041-8205/712/1/L81

segunda-feira, 5 de abril de 2010

UFO Encounter in Chilca Peru (Spanish Version)

Relatório :
No deserto do Chilca no Peru a 36 anos um grupo de pessoas liderado pelo contatado Sixto Paz Wells Peru sustenta ter um contato extraterrestre.
Informe por:
Marco A. Barraza, de Lima Peru

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Nasa revela primeiras imagens de Marte feitas a pedido do público

Programa HiWish, que atende a pedidos de internaturas, foi lançado em janeiro deste ano pela Nasa

 A mais potente câmera a bordo de uma nave da Nasa em órbita do planeta Marte enviou para a Terra as primeiras imagens de locais escolhidos pelo público. Ao todo, oito fotos foram disponibilizadas online.

Planície com pedras no norte de Marte, perto de cratera. NASA/JPL-Caltec/University of Arizona

O Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução, ou HiRise, a bordo da sonda orbital  Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), recebeu, desde janeiro, mais de 1.000 solicitações de fotos de Marte feitas pelo público. Foi em janeiro que teve início o programa HiWish, de captação de sugestões pela internet.

Imagem da região marciana de Deuteronilus Mensae. NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Área junto à borda de uma cratera de 30 km de diâmetro. NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Desde 2006, a HiRise fez cerca de 13.000 observações, cobrindo dezenas de quilômetros quadrados. Apenas cerca de 1% da superfície de Marte foi fotografado.

Camadas de gelo registram variações no clima marciano. NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

OVNIs sobre vulcão na Islândia

Até agora todos sabemos que esse vulcão na Islândia não tem parado suas atividades e tudo indica está aumentando. Múltiplas câmeras web estão transmitindo em tempo real a actividade deste vulcão e, ao mesmo tempo vem captando extranhos OVNIs sobrevoando a cratera. Neste vídeo, uma compilação desses objetos. Link para ver o vulcão ao vivo: http://eldgos.mila.is/eyjafjallajokull-fra-thorolfsfelli/

Assista ao vídeo:



Disclose.tv Ultimate UFO Collection-Iceland Volcano March 2010 Video

Astrônomo registra Luz Zodiacal emoldurada pela Via Láctea

Quarta-feira, 31 mar 2010 - 10h54
Todos os que apreciam o nascer do Sol certamente já se depararam com uma tênue luz que parece iluminar o céu momentos antes do astro-rei se levantar. Diferente da luz que refrata na atmosfera da Terra e produz tons avermelhados, essa estranha luz parece iluminar o próprio espaço e produz uma das mais belas paisagens celestiais das manhãs de outono.

Luz Zodical registrada na Ilha de Tenerife
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Se você já viu esse fantasmagórico brilho e não sabia o que era, aí vai a resposta. Trata-se da conhecida Luz Zodiacal, um notável brilho celeste provocado pela luz do Sol refletida na poeira existente no plano das órbitas dos planetas, resultado de impactos de asteróides, cometas e material remanescente da formação do sistema solar.

Tanto como no Hemisfério Norte como no Hemisfério Sul, a Luz Zodiacal é mais proeminente nos dias próximos ao equinócio de Março (início do outono abaixo do equador), mas no Hemisfério Norte é observável após o pôr-do-Sol.

Para ver a Luz Zodiacal é necessário um local livre de poluição atmosférica e luminosa, com boa visada do horizonte. Se o observador estiver em um local alto, melhor ainda.

Na foto acima, o astrônomo Daniel López captou com extrema elegância os efeitos da Luz Zodiacal, registrando o fenômeno a partir do Parque Nacional Teide, na Ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, na costa noroeste da África.

A cena foi captada após o pôr-do-Sol do dia 10 de março de 2010, dez dias antes do início da primavera no hemisfério norte. Na cena, o triângulo estreito da Luz Zodiacal estende-se acima do horizonte e parece terminar no belo aglomerado estelar das Plêiades. O arco visto na composição é formado por estrelas, planetas e nebulosas localizados ao longo do plano da Via Láctea.

A foto é composta de quatro imagens separadas, montadas horizontalmente para formar uma única cena panorâmica de 180 graus.


Brian May We are the Champions

Além de bela, a Luz Zodiacal já foi tema de diversos estudos por parte dos cientistas. Um desses trabalhos, chamado "Estudo sobre as velocidades radiais da poeira zodiacal" foi finalizado em 2006 e tem como autor o guitarrista Brian May, da lendária banda de rock, Queen.

A tese de May foi desenvolvida no Instituto de Astrofísica do Observatório Teide e Izana, também na ilha de Tenerife e se baseia em estudos e dados coletados pelo próprio pesquisador entre os anos de 1971 e 1972, durante observações em Tenerife. Na ocasião, May foi obrigado a interromper seu trabalho para se dedicar à banda e em 2006 finalmente completou seu doutorado em astrofísica, justamente sobre a Luz Zodiacal.


Foto: No topo, Luz Zodiacal registrada pelo astrônomo Daniel López, vista a partir do Parque Nacional Teide, na Ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias. Acima, o cientista Brian May no Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias. Crédito: Nasa/Apod/Wikimedia Commons.

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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100331-105731.inc