quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nasa divulga gigantesca proeminência na superfície solar


Quinta-feira, 22 abr 2010 - 09h03


Quem acompanha os boletins de atividade solar divulgados aqui no Apolo11 reparou que há alguns dias as imagens mostraram uma forte ejeção de massa coronal que atingiu a Terra, provocando fortes tempestades geomagnéticas. Ontem a Nasa divulgou novas imagens do dia do fenômeno que mostram mais de perto a beleza e o gigantismo desse evento.

As cenas foram captadas no dia 30 de março de 2010 pelo novo observatório espacial SDO (Solar Dynamics Observatory, ou Observatório de Dinâmica Solar) e segundo a agência americana as imagens têm a mesma qualidade das películas IMAX e permitirão aos cientistas melhorar bastante a previsão das tempestades solares.
A imagem divulgada foi registrada no comprimento de onda do ultravioleta e mostra uma massiva pluma de plasma extremamente denso, que explodiu na superfície do Sol, produzindo uma espécie de elo que segue as linhas do campo magnético da estrela.



Quando essas esteiras de plasma (gás aquecido a altíssimas temperaturas) se destacam contra o fundo escuro do espaço, se tornam vívidas e brilhantes e recebem o nome de proeminências. Quando comparadas ao tamanho e massa do Sol, a proeminência parece pequena e irrelevante, mas essa impressão é apenas relativa. Entre a superfície do Sol e o topo do elo cabem aproximadamente dez planetas Terra.
A sequência de animação mostra que instantes após a formação da proeminência o elo se rompe, lançando ao espaço o gás de seu interior. Dependendo da localidade do Sol onde ocorre a explosão, as partículas sopradas podem se dirigir à Terra. A maior parte delas é desviada pelo campo magnético do planeta enquanto uma fração bem pequena alcança a alta atmosfera. Quando isso acontece ocorrem as chamadas tempestades geomagnéticas, que podem ser vistas nas latitudes mais elevadas na forma de auroras boreais.

Imagens: No topo, gigantesco filamento de gás aquecido é formado na superfície do Sol. Entre a superfície da estrela e o topo do elo cabem aproximadamente dez planetas Terra. Acima, vídeo feito com sequência de imagens mostra a formação da proeminência e seu rompimento. Crédito: Nasa/The Solar Dynamics Observatory/Youtube.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eyjafjallajökull: Conheça o vulcão que colocou em xeque a Europa

Editoria: Fenômenos Naturais - Vulcões
Segunda-feira, 19 abr 2010 - 09h58

 
Nos últimos dias, o mundo testemunhou com perplexidade os gigantescos transtornos causados por um vulcão praticamente desconhecido, localizado na distante Islândia. Desde o século 19 o vulcão estava adormecido, mas no dia 21 de março de 2010 rompeu o silêncio e provocou a maior explosão piroclástica da Islândia dos últimos 200 anos, mergulhando a Europa em um gigantesco caos aéreo sem precedentes.

Imagens do vulcão da Islândia Eyjafjallajökul - raios

Localizado no sul da Islândia, o glaciar Eyjafjallajökull (pronuncia-se "Eia fiatlai ohut") é um estratovulcão de 1660 metros de altitude e a última vez que entrou em erupção foi no ano de 1821 e manteve-se altamente ativo até 1823, após duas erupções ocorridas em 920 e 1612.

Seu domo de gelo cobre uma cratera de aproximadamente 2.5 km de diâmetro e durante a erupção de 1821 causou uma severa inundação ao romper um lago glacial. A explosão de março de 2010 forçou a evacuação de 500 pessoas da região, mas foi a erupção de 14 de abril - 20 vezes mais poderosa - que causou o blecaute aéreo em todo o norte da Europa, ao lançar sobre o continente milhões de toneladas de poeira que ameaça se propagar por todo o continente.

Imagens do vulcão da Islândia Eyjafjallajökul - Vilarejo

Segundo relatório do Instituto de Ciências da Terra, da Islândia, a primeira erupção expeliu 140 milhões de metros cúbicos de tefra (cinzas vulcânicas), além de 70 milhões de metros cúbicos de magma, jorrados à razão de 300 m3/s ou aproximadamente 750 toneladas por segundo.

A pluma de material vulcânico que causou o blecaute aéreo na Europa foi provocada pela fase explosiva da erupção que teve início em 14 de abril. Durante essa fase a maior parte do fluxo de lava foi jorrada da cratera no topo da geleira Eyjafjallajökull e também das fissuras laterais da montanha, descobertas ou formadas após a violenta explosão. Diversos pontos de vazamento de material piroclástico foram abertos e contribuíram para o derretimento do gelo no entorno, que provocou as fortes enxurradas de água misturada às cinzas vulcânicas que descem pelos flancos.

A lava jorrada na fase inicial é do tipo basalto de composição álcali-olivina, comum em regiões oceânicas, com 47% de sílica.

Imagens de radar vulcão da Islândia Eyjafjallajökul

A fase explosiva da geleira foi precedida por uma grande quantidade de tremores de pequena magnitude iniciada às 23h00 de 13 de abril, seguida por um forte abalo que marcou a erupção. Os primeiros sinais do degelo ocorreram às 7 horas da manhã seguinte e algumas horas depois a pluma de cinzas e fumaça já atingia mais de 8 mil metros de altitude.

Em poucas horas a mistura de água e cinzas chegou às regiões mais baixas do vulcão, destruindo estradas, infra-estruturas e fazendas, obrigando as autoridades locais a evacuar pelo menos 700 pessoas do entorno da montanha.

Impulsionada pelos ventos vindos de noroeste, a grande pluma de cinzas atingiu o continente europeu no dia 15 de abril, causando o colapso aéreo amplamente noticiado pela imprensa e forçando a suspensão de mais de 70 mil voos até 19 de abril.

Saúde
Além do gigantesco prejuízo financeiro, as cinzas vulcânicas também preocupam as autoridades de saúde. Segundo o pesquisador Jay Miller, ligado à Universidade do Arizona, as cinzas podem ser "um verdadeiro assassino" caso sejam inaladas pelas pessoas. "Quando a lava do vulcão a 1200 graus toca a água, é produzida uma cinza muito fina que contém pequenas partículas de vidro. Quando inaladas, seria como rasgar literalmente os pulmões", adverte o cientista.

Islândia
A Islândia está localizada no norte do Oceano Atlântico e geologicamente é considerada uma ilha bastante nova e ainda em formação.

Cortada pela dorsal Meso Atlântica, a ilha é praticamente rasgada por uma grande falha geológica criada pelo distanciamento entre a placa tectônica norte-americana, ao leste e eurasiana, a oeste. Essa "rachadura" se afasta cerca de 3 cm por ano e é responsável por um intrincado sistema de vulcões submarinos interligados e do hot spot que forma a Islândia.

Hot spot, ou ponto quente é uma área da superfície continental ou oceânica que sofreu vulcanismo ativo por muito tempo e onde há liberação de material magmático. Ao entrar em contato com a água esse material incandescente se solidifica, formando novas ilhas ou aumentando o território. Um exemplo bastante conhecido de Hot Spot são as ilhas do Havaí.

Possibilidades
Após o episódio da erupção do Eyjafjallajökull, vulcanólogos acreditam que a descompressão do gelo causada pelo derretimento de grandes massas, além de outros fatores, pode acelerar processos eruptivos em outros vulcões da região. Um desses vulcões é o Katla, o maior vulcão da Islândia e localizado sobre a fissura vulcânica de Laki, próxima ao Eyjafjallajökull.

No entender de alguns pesquisadores, uma erupção nesse sistema poderia provocar uma nuvem de cinzas dez vezes maior que a atual, com consequências imprevisíveis.


Fotos: No topo, espetacular imagem da erupção do vulcão Eyjafjallajökull, com diversos relâmpagos causados pelo atrito e pela transferência de energia entre o ar frio e as cinzas vulcânicas. Na sequência, região da geleira, com pequenas vilas localizadas próximas ao vulcão. Acima, imagem de radar de abertura sintética (SAR) mostra a "face da morte" do vulcão Eyjafjallajökull. A cena revela os buracos abertos na camada de gelo após a explosão de 20 de março e 14 de abril de 2010. Créditos: Marco Fulle/Metsul.com/Instituto de Ciências da Terra

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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/vulcoes.php?posic=dat_20100419-100038.inc

Objeto cósmico misterioso parece viajar quatro vezes mais rápido que a luz

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/04/2010

Objeto cósmico misterioso parece viajar quatro vezes mais rápido que a luz
A galáxia M82, onde o estranho objeto cósmico surgiu, localizada a 10 milhões de anos-luz da Terra, é uma região conhecida como "berço de estrelas", onde novos sóis formam-se em um ritmo espetacular. Mas onde eles também morrem muito rapidamente.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Supernova duradoura

Astrônomos da Universidade de Manchester, na Inglaterra, descobriram um novo objeto cósmico que não se parece com nada conhecido até hoje.

De início, quando o corpo celeste surgiu muito repentinamente nos radiotelescópios, em comprimentos de onda na faixa das radiofrequências, os astrônomos pensaram tratar-se de uma supernova.

Mas supernovas perdem o brilho rapidamente, e o novo objeto continua brilhando meses depois de ter sido detectado. "O novo objeto, que surgiu em Maio de 2009, nos deixou coçando a cabeça - nunca vimos nada assim antes", disse o Dr. Tom Muxlow, da Universidade de Glasgow.

Supernovas jovens

A galáxia M82, onde o estranho objeto surgiu, localizada a 10 milhões de anos-luz da Terra, é uma região conhecida como "berço de estrelas", onde novos sóis formam-se em um ritmo espetacular.

Mas muitas dessas estrelas jovens costumam morrer rapidamente, a uma taxa muito elevada, com as gigantescas explosões das supernovas sendo registradas uma vez a cada 20 ou 30 anos.

"O objeto brilhou muito rapidamente, num intervalo de poucos dias, e não mostra nenhum sinal de queda nesse brilho ao longo dos primeiros meses de sua existência. As explosões das jovens supernovas que estávamos esperando ver na M82 brilham em comprimentos de onda de rádio durante várias semanas e, em seguida, vão decaindo ao longo dos meses seguintes." explica o astrônomo.

Velocidade superluminar

Mas a possibilidade de que o novo objeto cósmico fosse uma supernova foi mesmo descartada quando os astrônomos fizeram um acompanhamento preciso de sua posição.

Usando a rede Merlin de radiotelescópios, os cientistas detectaram um movimento aparente do objeto, ao longo de 50 dias, equivalente a mais de quatro vezes a velocidade da luz.

Essas velocidades superluminais não são observadas em remanescentes de supernovas e geralmente só são encontradas em jatos relativísticos ejetados a partir de discos de acreção em torno de buracos negros muito grandes.

O núcleo da M82, assim como o núcleo da maioria das grandes galáxias, deve conter um buraco negro super maciço. O novo corpo celeste está próximo dele, mas a vários arcossegundos de distância do centro dinâmico da M82 - suficientemente longe para tornar improvável que esse objeto esteja associado com o buraco negro desta galáxia.

Ilusão de óptica cósmica

Mas, ainda que não se saiba exatamente no que consiste o novo corpo celeste, é pouco provável que o objeto esteja de fato viajando em velocidades superluminar - é por isso que os astrônomos falam em velocidade aparente.

A explicação mais plausível para o fenômeno é que os feixes de radiação estejam viajando em nossa direção em um ângulo muito pequeno, a uma velocidade que é apenas uma fração da velocidade da luz. Os efeitos da relatividade produziriam um tipo de ilusão de óptica que faz com que o objeto pareça estar viajando a uma velocidade superluminar.

Micro-quasar

Até que novas observações permitam uma melhor análise do objeto, os astrônomos estão chamando-o de microquasar.

Sistemas parecidos têm sido encontrados no interior da Via Láctea na forma de feixes binários de raios X com jatos relativísticos ejetados por um disco de acreção ao redor de uma estrela colapsada, abastecida com material arrancado de uma companheira binária.

No entanto, este objeto é mais brilhante do que qualquer uma dessas fontes já encontrada em nossa galáxia e já está durando meses a mais do que qualquer outro sistema binário de raios X conhecido.

Além de estar situado em uma posição na M82 onde nenhuma fonte variável de raios X foi detectada até agora.

Ascensão Planetária - Parte 3

SixtoPazW - 15 de abril de 2010 - Parece que o ano de 2012 de acordo com nosso calendário, o mundo não acaba, mas será o momento em que se produza esse salto quântico vibracional para a quarta dimensão, e que dependerá de muitos dos estados de consciência que a humanidade é capaz de manipular até esse momento.
Todas as mudanças e transformações violentas que estamos vendo diariamente no nosso mundo é um claro sintoma do momento chave que se está vivendo, e exige de nós uma mente aberta e um despertar interior, porque requer o empenho de muitos guerreiros da Luz , de modo que o seu sacrifício e dedicação contribuam para assegurar a ponte para se reconectar com o universo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

METEORO GIGANTE IN USA



Um meteorito causou um grande clarão ao cair durante a noite na região do meio-oeste dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pela agência AP. O rastro de luz que se formou no céu foi registrado nesta quarta-feira por uma webcam instalada no telhado de uma universidade na cidade de Madison, Estado de Wisconsin.
O clarão também pode ser visto nos Estados de Missouri, Illinois e Iowa. As autoridades informaram que a queda não causou estragos. Além disso, nenhum fragmento do corpo celeste ou cratera foram encontrados.


Webcam de universidade registra momento em que o meteoro passa sobre a cidade de Madison